Ministério da Cultura e Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul apresentam:

Notícias

Artistas

70 artistas e coletivos de artistas.

  • MARGS
  • Adad Hannah
  • Alonso + Craciun
  • André Severo
  • Arjan Martins
  • Camila Soato
  • Faig Ahmed
  • Gustavo von Ha
  • Iris Buchholz Chocolate
  • J. Pavel Herrera
  • Juliana Stein
  • Leonce Raphael Agbodjelou
  • Letícia Lampert
  • Leticia Ramos
  • Lunara
  • Martha Atienza
  • Melvin Edwards
  • Miguel Rio Branco
  • Mónica Millán
  • Randa Maroufi
  • Romy Pocztaruk
  • Vasco Araújo
  • MEMORIAL
  • Andréas Lang
  • Anna Azevedo
  • Edinson Javier Quiñones
  • Hector Zamora
  • Igor Vidor & Yuri Firmeza
  • Jaime Lauriano
  • Luis Camnitzer & Gabo Camnitzer
  • Marco Montiel-Soto
  • Mario Pfeifer
  • Paulo Nimer Pjota
  • Sonia Gomes
  • Vivian Caccuri
  • Zanele Muholi
  • SANTANDER
  • Alec Soth
  • Chris Larson
  • Dalton Paula
  • Edward Burtynsky
  • El Anatsui
  • Eric van Hove
  • Frank Thiel
  • George Osodi
  • Ibrahim Mahama
  • Kemang Wa Lehulere
  • Mame-Diarra Niang
  • Mark Dion
  • Mary Evans
  • Maxim Malhado
  • Omar Victor Diop
  • Pablo Rasgado
  • Romy Pocztaruk
  • Viviane Sassen
  • Youssef Limoud
  • Praça da Alfandega
  • Mark Formanek
  • INSTALAÇÃO / IGREJA DAS DORESVOZES INDÍGENAS
  • Vozes Latino-americanas
  • Barbara Prézeau-Stephenson
  • Erika Meza & Javier López
  • José Huamán Turpo
  • Muu Blanco
  • Laura Kalauz & Sofía Medici
  • Priscilla Monge
  • Rainer Krause
  • Sandra Monterroso
  • Curadoria: Alfons Hug
  • Vozes Nigerianas
  • Adeola Olagunju
  • Aigberadion Ikhazuangbe Israel & Kayode Oluwa
  • Emeka Udemba
  • Halima Abubakar
  • Jeremiah Ikongio
  • Ndidi Dike
  • Ologeh Otuke Charles
  • Ralph Eluehike
  • Curadoria: Alfons Hug e Uche Opkpa-Iroha
  • PRAÇA DA ALFANDEGA
  • Mark Formanek
  • AREAL DA BARONESA
  • Residência Camila Soato
  • AREAL DA FAMÍLIA SILVA E VÓ ELVIRA – PELOTAS/RS
  • Residência Jaime Lauriano
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Projeto Curatorial

Triângulo Atlântico The Atlantic Triangle

Sob o título O Triângulo Atlântico, a 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul pretende lançar um olhar sobre o triângulo que, há mais de 500 anos, interliga os destinos da América, da África e da Europa.

Reunindo 70 artistas e coletivos de artistas – além de ações pontuais realizadas em comunidades remanescentes de quilombos localizados nas cidades de Porto Alegre e Pelotas –, a exposição acontece de 06 de abril a 03 de junho de 2018 nos espaços do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural, Praça da Alfândega e Igreja Nossa Senhora das Dores, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Tendo como base os referenciais históricos elencados durante a preparação da mostra, o projeto curatorial conta com obras e artistas oriundos dos três continentes que compõem o triângulo atlântico. Ao tornar estes artistas os protagonistas de uma exploração das relações de tensão cultural e da interdependência contextual dentro desta triangulação, a exposição procura, entre outras questões, analisar quais são as forças inovadoras que mobilizam a interação entre América, África e Europa.

Dando destaque para a arte africana e afro-brasileira – ambas apresentadas com grande densidade - O Triângulo Atlântico se interessa pelos pontos de contato que propiciam o encontro entre as culturas indígena, europeia e africana que formam um novo amálgama americano.

Oferecendo-se, pois, como uma experiência oportuna de visibilidade, sob a perspectiva artística e cultural da diáspora (termo que define o deslocamento, normalmente forçado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas), a11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul almeja também dar ênfase à reflexão sobre o quanto o êxodo do Atlântico Negro alimentou um vigoroso processo de crioulização, que levou a um intenso trânsito de religiões, idiomas, tecnologias, artes e culturas.

Além disso, ao apontar que a diversidade cultural dos africanos, composta por centenas de grupos étnicos e línguas, demonstrava-se tão plural quanto a indígena, a exposição busca ainda refletir sobre o fato de que mesmo após uma árdua tentativa de apagamento dessas culturas, fenômenos como o sincretismo e a mestiçagem – ainda que sejam reflexo direto da violência histórica – representam uma forma de resistência e enriquecimento cultural.

Sem almejar dar respostas imediatas a questões que se expandem para além dos âmbitos artísticos e culturais, a exposição alinha-se com reflexões dos campos filosóficos, políticos e antropossociais ao considerar que devido a constante influência de outras culturas o transcurso da fusão do triângulo ainda está longe de ser concluído.

Considerando que no campo artístico – como talvez em nenhum outro terreno de reflexão –, diferentes concepções de natureza, tempo e espaço seguem transmudando-se em um sistema altamente dinâmico, a 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul aposta que a arte contemporânea, ao apontar conflitos e distúrbios que surgem no choque entre diversas civilizações e camadas sociais, pode se constituir, além de instância de apresentação de expressões e técnicas artísticas inovadoras, também como um poderoso instrumento de reflexão e crítica – capaz, quiçá, de colocar o dedo nas feridas abertas pelo triângulo atlântico.

With the title The Atlantic Triangle, the 11th Mercosul Visual Arts Biennial intents to shed light onto the triangle that, for over 500 years, connects the destinies of America, Africa, and Europe.

Bringing together 70 artists and artist collectives – as well as punctual actions performed in Quilombo communities located in the cities of Porto Alegre and Pelotas –, the exhibition occurs from April 6 to June 3, 2018, in the spaces of the Museu de Arte do Rio Grande do Sul [Rio Grande do Sul Art Museum], Memorial do Rio Grande do Sul [Rio Grande do Sul Memorial], Praça da Alfândega [“Customs” Public Square], and Igreja Nossa Senhora das Dores [Our Lady of Sorrows Church], all within the historic district of Porto Alegre.

Based on the historic references postulated during the exhibition’s production, the project features works and artists from the three continents that compose the Atlantic Triangle. Making these artists the protagonists of an exploration of cultural relations and the interdependency within such a triangulation, the exhibition seeks, among other issues, to analyze what are the innovative forces that mobilize the interaction between America, Africa, and Europe.

Highlighting African and African-Brazilian art – both present in large quantities – the Atlantic Triangle is interested in the contact points that propitiate the encounter between the indigenous, European, and African cultures that form a new American amalgamation.

Being offered, thus, as an opportune visibility experience, under the artistic and cultural perspective of the diaspora (a term that defines displacement, usually forced, of great populational masses coming from a determined area towards several distinct destinations), the 11th Mercosul Visual Arts Biennial also aims to focus on the debate regarding how much the Black Atlantic exodus fed a vigorous process of creolization, which caused an immense transit of religions, languages, technology, art, and culture.

Furthermore, by stating that the cultural diversity of the African people, composed of hundreds of languages and ethnic groups, was as plural as the indigenous one, the exhibition also aims to generate discussion regarding the fact that even after an arduous attempt to erase such cultures, phenomena such as syncretism and miscigenation – albeit being a direct reflex of historic violence – represent cultural resistance and enhancement.

Not seeking immediate answers to the questions that expand beyond the artistic and cultural scopes, the exhibition lines up with debates from the philosophical, political, and anthropo-social fields, by considering that due to the constant influence of other cultures, the triangle fusion course is still far from being complete.

Considering that, in the artistic field – perhaps as in no other terrain of debate –, different conceptions of nature, time, and space keep on changing in a highly dynamic system, the 11th Mercosul Visual Arts Biennial wagers that contemporary art, by focusing on conflicts and disturbances that result from the shock of different civilizations and cultural layers, can also constitute, apart from being a representation of innovative artistic expressions and techniques, a powerful instrument of debate and critique – capable, perhaps, of putting a finger into the wounds opened by the Atlantic Triangle.

Equipe Curatorial

Curador-chefe: Alfons Hug
Curadora adjunta: Paula Borghi

Programa Educativo

Bem-vindos à 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. A abertura desta edição celebra os 21 anos de história de uma instituição que nasceu com a iniciativa de promover a reescrita da história da Arte eurocêntrica por um ponto de vista latino-americano. A edição atual, que é concomitante ao marco dos 130 anos de abolição da escravatura brasileira, nos convida para um mergulho nas águas do oceano que interliga, há mais de 500 anos, os destinos da América com os de outros dois continentes: África e Europa.

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Bianca Bernardo
Coordenadora pedagógica Baixe o Material Educativo

Banco de Imagens

Locais

Conheça os espaços expositivos da 11ª Bienal do Mercosul

Contato

Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul
Tel./Fax: +55 51 3254 7500
E-mail: contato@bienalmercosul.art.br
Assessoria de Imprensa
Gato Preto Comunicação

Ministério da Cultura e Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul apresentam a 11ª Bienal do Mercosul

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