Ministério da Cultura apresenta Bienal do Mercosul

O título da 8ª Bienal do Mercosul – Ensaios de Geopoética – refere-se às diversas formas sugeridas pela arte de definir o território a partir da geografia, da política, da economia e da cultura. Mais que um tema, a noção de território é uma estratégia de ação curatorial. Artistas, obras e curadores viajarão pelo Rio Grande do Sul em diferentes momentos do projeto, enquanto Porto Alegre, sede da Bienal, também será entendida como território a ser descoberto e ativado. Este blog compartilhará com a comunidade o desenvolvimento do projeto curatorial e novidades da produção da mostra.

Os territórios da 8ª Bienal do Mercosul
Notas

Os territórios da 8ª Bienal do Mercosul

__ 412 dias Atrás

Uma Bienal que não é feita apenas de exposições. Essa é uma das características da 8ª edição da Bienal do Mercosul, que vai acontecer em Porto Alegre de 10 de setembro a 15 de novembro deste ano. Melhor dizendo, as exposições em Porto Alegre abrem em setembro, mas a Bienal começa muito antes, com viagens de artistas por diversas regiões do estado e a inauguração da Casa M, um espaço cultural que vai movimentar a cena artística da Capital gaúcha já a partir de maio.

Texto por Bienal do Mercosul

A 8ª edição da Bienal do MercosulEnsaios de Geopoética vai reunir cerca de 100 artistas de diversos países em sete grandes ações, abordadas por meio de duas estratégiasexpositivas e ativadoras. Nas ações ativadoras, que podem também ter como resultado uma exposição, há uma ênfase na relação entre artista e público. Nas exposições propriamente ditas, a ênfase está na obra e na sua relação com os trabalhos dos demais artistas e com o tema proposto.

Mais de dez cidades do Rio Grande do Sul receberão artistas, obras, exposições e atividades pedagógicas, entre elas Bagé, Caxias do Sul, Ijuí, Montenegro, Pelotas, Santa Maria , Santana do Livramento, São Miguel das Missões e Teutônia. Dessa forma, a cidade de Porto Alegre e o território do Rio Grande do Sul são vistos como lugares a descobrir e a ativar por meio da arte. A intensa atuação dos artistas e suas obras nesse território pressupõe a participação da comunidade e a colaboração com centros culturais – institucionalizados ou independentes – e artistas locais.

Como diferencial da Bienal do Mercosul em relação a outras bienais no mundo, o Projeto Pedagógico está presente em toda a estrutura conceitual. As diversas linhas de ação curatorial foram concebidas como ações pedagógicas. O Projeto Pedagógico da 8ª Bienal do Mercosul contempla ainda atividades de formação de professores e mediadores, oficinas, palestras, seminários, publicações destinadas a diversos públicos e, especialmente, a programação da Casa M. Agendamento de visitas guiadas, transporte gratuito para escolas públicas e atividades variadas serão oferecidos ao público visitante durante o período da mostra.

Confira os detalhes

Casa M – Um dos projetos-chave da 8ª Bienal do Mercosul é a criação da Casa M, um espaço de encontro para a comunidade artística local, pessoas interessadas em arte e cultura, professores e estudantes de arte e áreas afins. A proposta parte da vontade de criar uma comunidade temporária em torno da mostra, promovendo a reflexão e o diálogo e favorecendo o intercâmbio e a criação de redes. Para além do período da 8ª Bienal, a Casa M terá a duração de sete meses, oferecendo à comunidade oficinas, conversas, cursos para professores, residências curatoriais, um programa de exposições na vitrine da casa e apresentações artísticas de diversas linguagens. O local contará com um espaço de convivência, biblioteca e sala de leitura, pátio, ateliê, entre outros ambientes. A programação da Casa M será desenhada pela equipe curatorial da 8ª Bienal em parceria com o Projeto Pedagógico, contando com o apoio de um conselho formado por seis artistas, teóricos e agentes culturais de Porto Alegre.

Artista homenageado: Eugênio Dittborn – A mostra apresentará uma seleção das Pinturas Aeropostais do artista chileno, referencial na América Latina. Estará em exposição no Santander Cultural, em Porto Alegre, com itinerâncias para três cidades do Rio Grande do Sul: Caxias do Sul, Bagé e Pelotas.

Cadernos de Viagem – Expedições de artistas em nove regiões do RS são o ponto de partida do projeto. Os resultados serão exibidos em mostras individuais em institutições culturais de diversas cidades do Estado e, no período da Bienal, estarão em exposição no Armazém A7 do Cais do Porto, em Porto Alegre.

Cidade Não Vista – A partir de um processo de arqueologia urbana, foram identificados nove lugares do centro da capital gaúcha com interesse arquitetônico, histórico ou sociológico. Locais que, normalmente, não são percebidos pela população, seja pelo automatismo que costuma caracterizar a experiência na cidade, pela dificuldade de acesso ou por estarem fora do imaginário coletivo. Nove artistas de diferentes países serão convidados a intervir nestes espaços com obras que destaquem o lugar e que privilegiem a experiência e o sensorial.


ContinentesSete espaços independentes internacionais serão recebidos por três espaços independentes do Rio Grande do Sul, nas cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul e Santa Maria, realizando atividades abertas ao público em caráter de residência artística. O projeto tem como objetivo a troca de experiência, o desenvolvimento de projetos em colaboração e a formação de redes de intercâmbio. As instituições participantes são: Atelier Subterrânea (Porto Alegre), Navi (Caxias do Sul), Sala Dobradiça (Santa Maria), Ceroinspiración (Quito/Equador), Diablo Rosso (Cidade do Panamá/Panamá), Planta Alta (Assunção/Paraguai), Batiscafo (Havana/Cuba), Proyecto Circo (Havana/Cuba), Kiosko (Santa Cruz de la Sierra/Bolívia) e Lugar a Dudas (Cali/Colômbia).

Geopoéticas – A mostra examina a criação de entidades transterritoriais e supraestatais que põem em cheque a noção de nacionalidade. Também reunirá diversas formas de medir e representar o mundo, incluindo artistas que usam mapas para promover a transformação social, mapas afetivos e diversas representações do mundo que contradizem as cartografias convencionais. A exposição explorará diferentes aspectos e alternativas às ideias convencionais de Estado e Nação, questionando suas retóricas visuais (mapa, bandeira, brasão, hino, passaporte) e suas estratégias de auto-afirmação e consolidação de identidade e propondo alternativas à noção convencional de cidadania. Algumas micronações – pequenas nações com ou sem território – também farão parte da exposição como zonas de autonomia poética – ZAPs. A mostra será apresentada nos Armazéns A4, A5 e A6 do Cais do Porto, em Porto Alegre.

Além Fronteiras – Uma visão crítica da paisagem do Rio Grande do Sul mostrada através de obras inéditas de nove artistas e peças de acervos de museus do Estado. A mostra estará em cartaz no no MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Para saber mais, acesse o material completo em PDF no link

http://bienalmercosul.art.br/novo/arquivos/release_materia/1301423733.pdf


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Casa M de Mercosul | Bienal do Mercosul

__ 370 dias Atrás

[...] exposições no Cais, Margs e Santander – e de outras atrações que vocês conferem aqui – e segue em atividade até o final de 2011, ampliando os canais de diálogo com a comunidade [...]

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